A informação de que o presidente Lula teve encontro fora da agenda com o dono do Master, no final de 2024, preocupa o governo, com o agravamento da crise envolvendo a instituição financeira. Segundo o Valor Econômico, o encontro ocorreu no Planalto e contou com a participação de ministros, além do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
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Ainda conforme o jornal, Daniel Vorcaro falou com Lula sobre a concentração bancária no Brasil, e que isso poderia afetar o Master. Como resposta, o presidente disse que o assunto era da seara do Banco Central. Disse ainda que a autoridade monetária tinha que tratar do tema de forma isenta, técnica e devida. Agora, o temor é de que o encontro possa ser usado para desgastar o governo.
Nesta segunda (26), as investigações sobre as supostas fraudes do Master avançaram com novos depoimentos. A PF ouviu o ex-diretor financeiro do Banco de Brasília, Dário Oswaldo Garcia Junior, assim como Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master.
Dois depoimentos foram adiados sob alegação de falta de acesso às provas. André Felipe de Oliveira Seixas Maia e Henrique Souza e Silva Peretto, sócios da Tirreno, pediram adiamento e nova data ainda não foi divulgada. Segundo os investigadores, a Tirreno seria uma empresa de fachada que vendeu ao Banco Master R$ 12 bilhões em créditos de dívidas inexistentes. Esses títulos teriam sido revendidos ao Banco de Brasília.
E nesta terça-feira (27), deverão ser ouvidos ex-diretores do Master e BRB, além de dois empresários. Um deles, Augusto Ferreira Lima, é ex-sócio de Daniel Vorcaro. Todos são investigados no inquérito que apura supostas irregularidades na proposta de compra do Master pelo Banco de Brasília.
Já o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que os peritos da corporação já acessaram as provas da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades do Banco Master e a emissão de títulos sem lastro. Andrei também disse que o material está em análise. A manifestação ocorre após mal-estar gerado na PF por conta de decisões controversas do relator do caso no Supremo. Apesar disso, o diretor-geral frisou que não houve prejuízo à investigação e que a instituição independente.
Toffoli determinou que os bens, documentos e aparelhos eletrônicos recolhidos pela PF na operação fossem lacrados e mantidos na sede do Supremo. Diante disso, a Procuradoria-Geral da República interviu e Toffoli acolheu a solicitação, mas designou os peritos da Polícia Federal autorizados para avaliar os dados recolhidos na operação Compliance Zero.
















